Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Alfabeto Gestual Português

 

 

publicado por palavrasnosilencio às 11:01

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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

A Língua Gestual Portuguesa...

O que é a Língua gestual portuguesa?

 

A Língua gestual portuguesa (LGP) é a língua utilizada pelos surdos portugueses, e é uma língua visual que se baseia nos movimentos, configuração e orientação das mãos e na expressão facial das pessoas que comunicam em LGP. A utilização das duas línguas (a oral e a gestual) ao mesmo tempo é impossível, porque elas têm gramáticas diferentes entre si.

 

Língua Gestual ou Linguagem Gestual?

 

É muito comum dizer-se Linguagem gestual, em vez de Língua Gestual. Com efeito, nos media é muito frequente vermos “informação em Linguagem gestual”. Isto é um erro. A LGP, como todas as Línguas, tem gramática própria, e um dicionário próprio, que se dá pelo nome de Gestuário, em que os significados aparecem sob a forma de gestos. Pelo facto de ter gramática e dicionário (neste caso um Gestuário), a forma de comunicar dos surdos portugueses chama-se Língua Gestual Portuguesa (LGP), e não linguagem gestual, uma vez que a linguagem não tem regras fixas, nem dicionário. A língua Gestual é uma língua rica e em constante desenvolvimento, que permite aos surdos estarem sempre actualizados, e em pleno contacto com o mundo  que os rodeia. 

 

Surdo ou “Surdo-mudo”?

 

É do senso-comum chamar-se a um surdo de “surdo-mudo”. Isso é um erro. Um surdo fala, mas de uma forma diferente dos ouvintes, porque fala com as mãos e com a expressão facial (para além da leitura dos lábios), que revela logo uma parte substancial do que se pretende comunicar, não sob a forma oral, que os ouvintes estão habituados.

 

O surdo não fala porque não ouve?

 

Costuma-se dizer que o surdo não fala porque não ouve. Na verdade, muitos surdos vocalizam sons, apesar de não os ouvirem. Um surdo com muito treino e uma terapêutica eficaz, pode desenvolver vocalizações. Além disso, as pessoas que nasceram surdas são diferentes das ficaram surdas depois de terem começado a ouvir: para o surdo de nascença, a sua Língua materna é a língua gestual portuguesa, que têm uma gramática própria e aprendem o português (oral) como segunda língua, para além do facto de para uma criança surda ser muito mais fácil aprender primeiro a língua gestual portuguesa; os ouvintes que por alguma razão ficaram surdos têm como língua materna o português oral e podem aprender a língua gestual portuguesa, alem do mais, conseguem falar, porque aprenderam o português oral quando ouviam.

 

A Língua Gestual é universal?

 

Não. A língua é o espelho da sua Cultura, como tal, elas diferem entre si. Como os surdos portugueses têm uma cultura própria, a língua gestual portuguesa é diferente das demais línguas gestuais. Um exemplo. Para nós, portugueses, a palavra passado é descrita com a mão direita (esquerda no caso de um canhoto) a passar por cima do ombro direito (esquerdo no caso de um canhoto) com a palma da mão virada para trás, num movimento da frente para trás, o que significa o que passou fica para trás. Isto parece lógico, pelo menos para nós, portugueses. Mas para um indiano, a palavra passado é feita da mesma maneira que nós portugueses, mas com a diferença de que o movimento da mão é feito de trás, para a frente, exactamente o contrário da LGP, que significa que o passado é o que passou, mas nós conhecemos, e por isso está na nossa frente. O futuro, como ninguém sabe como é, está nas nossas costas, não o vemos.

 

 Apesar de cada língua ser própria de cada cultura, os surdos de diferentes nacionalidades conseguem estabelecer comunicação. Um exemplo: se um ouvinte Português encontrar um ouvinte Alemão e ambos não falarem outra língua que não a sua própria língua materna, dificilmente conseguirão entender-se. Mas se um surdo português encontrar um surdo alemão, a probabilidade de conseguirem comunicar é muito maior, mas este facto não faz com que a língua gestual seja universal.

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por palavrasnosilencio às 16:35

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O Ouvido, deficiências auditivas e ... surdez!

Uma volta dentro do ouvido...

As ondas sonoras entram pela orelha e chegam no canal auditivo. No fim deste canal, fica a membrana do tímpano. Ela balança como uma cortina quando as ondas sonoras passam, e vibra como um tambor. O tímpano, por sua vez, transmite essas ondulações a três ossos bem pequenos que existem no ouvido. Esses ossinhos têm nomes engraçados: martelo, bigorna e estribo. Primeiro, as vibrações chegam ao martelo. Ele bate na bigorna, que passa sua vibração ao estribo.

Curiosidade: De todos os ossos que existem dentro do nosso corpo, os menores são o martelo, a bigorna e o estribo.

Depois do estribo, começa a orelha interna. A cóclea é um canal vibratório que parece com um caracol. Esse “caracol” recebe as vibrações do estribo e transforma-as em impulsos nervosos que vão até o cérebro para serem identificados.

Existem no aparelho auditivo, os canais semicirculares que são responsáveis pelo nosso equilíbrio. No seu interior há um líquido cujo movimento informa ao cérebro a posição da cabeça, e mudanças súbitas de velocidade. Isso permite ao corpo perceber as sensações. Por exemplo, percebemos que estamos em movimento dentro de um elevador mesmo sem ver as coisas passando lá fora. É por causa dos canais semicirculares.

Tipos de Sons

Há vários tipos de som e de uma maneira bem simples, vamos classificá-los para que tu possas conhecê-los:
- Os agudos são o cantar dos pássaros, as vozes das crianças e das mulheres.
- Os médios são as vozes dos homens.
- Os graves são os sons de um tambor.

O som é medido em decibéis.

Um avião a levantar voo, por exemplo, faz um barulho de 140 decibéis; uma conversa produz, em média, 60 decibéis. Acima de 90 decibéis, os sons fazem mal ao nosso organismo, e podem causar desde um zumbido no ouvido até nervosismo e complicações no sistema digestivo. Os nossos ouvidos são muito sensíveis e não suportam altos níveis de sons. Por isso, não podemos ouvir músicas muito alto nos walkmans, nas discotecas também, são prejudiciais no nível de frequência. Se uma pessoa vai muitas vezes a discotecas é mais propício que mais tarde, apareça sinais de deficiência, devido ao volume de música ser muito alto. O problema auditivo pode não surgir agora, mas sim, anos mais tarde.

O ouvido é o único dos órgãos do sentido humano que nunca para de funcionar as 24 horas do dia. Ao dormir, por exemplo, ele é o maior sentido de protecção e alerta do indivíduo.
Nos animais percebemos que a audição é o principal sentido. Existem muitos animais que quase não vêm mas vivem normalmente como é o caso do rinoceronte por exemplo. Não há condição de vida normal sem audição entre os animais, mas há condição de vida normal sem visão.

Deficiências Auditivas e Surdez;

Há pessoas que têm dificuldades em ouvir e outros que não ouvem som algum. Somente o diagnóstico médico determina o grau de deficiência, ou seja, só o médico pode dizer o tipo de lesão e se ela afecta a aprendizagem, integração social, actividade profissional ou outros factores que determinam a audição normal.

Ser surdo significa apresentar uma deficiência auditiva resultante de lesão no aparelho auditivo que se traduz na impossibilidade de ouvir ou na dificuldade em ouvir determinados sons. Existem perdas auditivas de carácter temporário e definitivo. O termo técnico para designar surdez ou perda auditiva é “hipoacúsia”.

As perdas de audição definem-se segundo o seu tipo e grau. Existem três tipos de surdez: de transmissão, referente a um problema do ouvido médio ou externo, na maioria dos casos temporária; neuro-sensorial, referente a um problema do ouvido interno ou nervo auditivo, de carácter definitivo; mista, referente a uma conjugação dos dois tipos de perda. O grau de surdez é definido em: ligeiro, moderado ou médio, severo e profundo.

A deficiência auditiva causa alteração na condição mais importante na vida humana que é a Comunicação. Entretanto, os adultos e as crianças surdas têm a língua gestual como forma de comunicação, adquirindo-a do mesmo modo que as nós, ouvintes, adquirimos a língua oral.

A língua gestual data de pelo menos 2000 anos e existem tantas ou talvez mais línguas gestuais na Europa do que línguas faladas. Ao contrário do que se acredita, a língua gestual não é internacional. Cada país tem a sua própria língua gestual e nos países onde existem duas ou mais línguas faladas, existe o mesmo número de línguas gestuais. Na Bélgica, as pessoas surdas flamengas são educadas em escolas de surdos flamengas e não nas escolas de surdos de expressão francesa e vice-versa.

No mundo e em Portugal, há inúmeras associações, federações e grupos de apoio aos deficientes auditivos. Essas instituições têm o papel de dar apoio social e cultural e desenvolver actividades dentro e fora da Comunidade Surda, para que todos nós possamos entender e conviver melhor e da forma mais natural com os deficientes auditivos. A Federação Portuguesa das Associações de Surdos tem 11 entidades espalhadas pelo país que assiste tanto o deficiente como a sua família. Por exemplo, a Associação Portuguesa dos Surdos (APS) tem 46 anos e 2500 associados, sendo que somente 1% são familiares. Segunda a APS, existem 150 mil deficientes auditivos portugueses de diferentes graus. É importante ressaltar que entre esses associados, surdos e familiares, estão muitos portugueses que vivem no estrangeiro. França, Holanda, Dinamarca, Noruega, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos são alguns países onde há portugueses com deficiência auditiva. É incrível como eles aprendem duas línguas gestuais distintas, a do país onde vivem e a língua gestual portuguesa. Esses portugueses são verdadeiros heróis em ultrapassar essas barreiras tão difíceis.

Curiosidade:

O dia 23 de Abril é o dia nacional da Educação de Surdos. Nesse dia comemora-se a importância que a língua gestual portuguesa para a comunidade surda e geral.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 10% da população mundial tem algum problema auditivo. Desde um leve distúrbio até a surdez total. Quanto à surdez severa e profunda, isso varia muito de país para país. Por exemplo, a incidência de deficiência auditiva é maior em pessoas da raça branca que nas pessoas de raça negra. É maior na Índia e muito rara no Japão. As doenças relacionadas e os hábitos, como cidades muito barulhentas, são causas de deficiência auditiva.

Deficientes auditivos famosos;


Ter uma deficiência auditiva não significa ausência de talento ou incapacidade de trabalhar. Estes são alguns exemplos de deficientes auditivos que de uma maneira geral, souberam contornar esse problema e foram grandes nas suas áreas de trabalho.
- Ludwing van Beethoven, compositor alemão. Um dos maiores de todos os tempos. Sabiam que o CD foi criado para gravar, em média, 74 minutos de música. Aí perguntamos: mas por que 74 minutos e não 60 ou 100 minutos? Porque 74 minutos era a duração da mais famosa composições de Beethovem, a Nona Sinfonia;
- Francisco Goya, um dos três maiores mestres da pintura espanhola;
- Vincent Van Gogh, grande pintor holandês;
- Jonathan Swift, irlandês, religioso e político influente. Autor de “Gulliver”, que é uma das maiores histórias infantis de todos os tempos.
- Helen Keller, conferencista e escritora norte-americana. Provavelmente, ela foi quem mais lutou pela causa do Deficiente Auditivo. Ela própria, portadora de deficiência auditiva e visual.

Os deficientes no mundo

No mundo, são poucas as escolas para surdos e somente uma universidade, a de Gallaudet, situada nos Estados Unidos. No Canadá e Estados Unidos existe a “The NewFoundland School for the Deaf que ensina crianças surdas até o 12º ano.

As Federações auxiliam as associações no trabalho de integração do deficiente. A grande maioria dessas instituições está ligada a Federação Mundial de Surdos (FMS), que tem sede administrativa em Helsinki, na Finlândia. A FMS tem como função a defesa dos direitos linguísticos e culturais dos surdos. Por exemplo, em Portugal há a Federação Portuguesa das Associações de Surdos.
- No Brasil, a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos é quem cuida das centenas de associações espalhadas pelo país inteiro.
- Em África, há a Associação Nacional de Surdos de Angola e a Associação de Surdos de Moçambique que lutam para a melhor integração dos deficientes auditivos nos seus respectivos países.
- Associação Nacional de Surdos da França – na associação foi elaborada a carta dos direitos dos surdos.
- Federação Nacional de Surdos da Espanha;

publicado por palavrasnosilencio às 14:57

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